top of page

Como tudo começou

Em 2016, fiz uma cirurgia e não fiquei nada bem. Então meu filho Emílio, na época com sete anos, veio me ver no quarto, certo dia, com uma estranha ideia: "– Mamãe, escreve uma história para mim". Mas eu não tinha vontade de fazer nada. Queria apenas ficar deitada, quieta, observando o mundo girar. Emílio começou a insistir muito, sem dar nenhuma trégua, várias vezes por dia: "– Faz a minha história, mãe, por favor! Eu quero ser um feiticeiro, um feiticeiro do mal!" – disse, sorrindo.

 

Então me lembro de ter respondido, com uma voz fraca: "– Se você for do mal, eu vou ter que matar você, por que o mal não pode vencer." Mas meu filho deu uma gargalhada e disse: "– Se me matar, não tem problema, você me ressuscita depois!"

 

Assim, juntos, nós pensamos nos personagens, nos poderes que possuiriam e nas roupas que vestiriam, em seus nomes e características físicas. Para me livrar da insistência de meu filho, escrevi apenas 10 páginas baseadas no que havíamos conversado. Surgiram, então, os personagens Akilor e Alarim, os poderes que possuiriam, a personalidade de cada um e a cor de suas roupas. No entanto, começamos a gostar da história e ela foi aumentando de tamanho. Passou de 10 para 40, 100, 280 páginas. Então não parei mais de escrever.

 

Inicialmente, apenas Emílio escutava a história. Porém, rapidamente meus sobrinhos e seus amigos começaram a ouvi-la...e todos os fins de semana eu lia para eles um novo capítulo do livro. Escrevi um segundo volume e depois um terceiro. O quarto e o quinto já estão em minha cabeça.

bottom of page